"As boas intenções têm sido a ruína do mundo! As únicas pessoas que realizaram qualquer coisa foram as que não tiveram intenção alguma."
(Oscar Wilde)
O cantinho onde nos juntamos a contar baladas em post-it's, a desenhar histórias pelas paredes e nos calamos quando vemos que não estamos a dizer nada de jeito... É altura de pedir mais um café!
Afinal existe explicação!
"“Por que é que as mulheres demoram tanto tempo quando vão à casa de banho?”
O grande segredo de todas as mulheres a respeito da casa de banho é que, quando eras pequenina, a tua mamã levava-te à casa de banho, ensinava-te a limpar o tampo da sanita com papel higiénico e depois punha tiras de papel cuidadosamente no perímetro da sanita.
Finalmente instruía-te: "nunca, nunca te sentes numa casa de banho pública!" E depois ensinava-te a "posição", que consiste em balançar-te sobre a sanita numa posição de sentar-se sem que o teu corpo tenha contacto com o tampo.
"A Posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, importante e necessária, que nos acompanha para o resto da vida. Mas ainda hoje, nos nossos anos de maioridade, "a posição" é dolorosamente difícil de manter, sobretudo quando a tua bexiga está quase a rebentar.
Quando "TENS" de ir a uma casa de banho pública, encontras uma fila enorme de mulheres que até parece que o Brad Pitt está lá dentro. Por isso, resignas-te a esperar, sorrindo amavelmente para as outras mulheres que também cruzam as pernas e os braços, discretamente, na posição oficial de "tou aqui tou-me a mijar!".
Finalmente é a tua vez! E chega a típica "mãe com a menina que não aguenta mais" (a minha filhota já não aguenta mais, desculpe, vou passar à frente, que pena!). Então verificas por baixo de cada cubículo para ver se não há pernas. Estão todos ocupados.
Finalmente, abre-se um e lanças-te lá para dentro, quase derrubando a pessoa que ainda está a sair.
Entras e vês que a fechadura está estragada (está sempre!); não importa... Penduras a mala no gancho que há na porta... QUAAAAAL? Nunca há gancho!! Inspeccionas a zona, o chão está cheio de líquidos indefinidos e fétidos, e não te atreves a pousá-la lá, por isso penduras a mala no pescoço enquanto vês como balança debaixo de ti, sem contar que a alça te desarticula o pescoço, porque a mala está cheia de coisinhas que foste metendo lá para dentro, durante 5 meses seguidos, e a maioria das quais não usas, mas que tens no caso de... Mas, voltando à porta... como não tinha fechadura, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto com a outra baixas as calças num instante e pões-te "na posição"...
AAAAHHHHHH... finalmente, que alívio... mas é aí que as tuas coxas começam a tremer... porque nisto tudo já estás suspensa no ar há dois minutos, com as pernas flexionadas, as cuecas a cortarem-te a circulação das coxas, um braço estendido a fazer força na porta e uma mala de 5 quilos a cortar-te o pescoço!
Gostarias de te sentar, mas não tiveste tempo para limpar a sanita nem a tapaste com papel; interiormente achas que não iria acontecer nada, mas a voz da tua mãe faz eco na tua cabeça e então ficas na "posição de aguiazinha", com as pernas a tremer... e por uma falha no cálculo de distâncias, um finííííssimo fio do jacto salpica-te e molha-te até às meias! Com sorte não molhas os sapatos... é que adoptar "a posição" requer uma grande concentração e perícia.
Para distanciar a tua mente dessa desgraça, procuras o rolo de papel higiénico, maaaaaaaaaaas não hááááá!!! O suporte está vazio! Então rezas aos céus para que, entre os 5 quilos de bugigangas que tens na mala, pendurada ao pescoço, haja um miserável lenço de papel... mas para procurar na tua mala tens de soltar a porta? Duvidas um momento, mas não tens outro remédio. E quando soltas a porta, alguém a empurra, dá-te uma trolitada na cabeça que te deixa meio desorientada mas rapidamente tens de travá-la com um movimento rápido e brusco enquanto gritas OCUPAAAAAADOOOOOOOOO!!
E assim toda a gente que está à espera ouve a tua mensagem e já podes soltar a porta sem medo, ninguém vai tentar abri-la de novo (nisso as mulheres têm muito respeito umas pelas outras).
Encontras o lenço de papel!! Está todo enrugado, tipo um rolinho, mas não importa, fazes tudo para esticá-lo; finalmente consegues e limpas-te. Mas o lenço está tão velho e usado que já não absorve e molhas a mão toda; ou seja, valeu-te de muito o esforço de desenrugar o maldito lenço só com uma mão.
Ouves algures a voz de outra velha nas mesmas circunstâncias que tu "alguém tem um pedacinho de papel a mais?" Parva! Idiota!
Sem contar com o galo da marrada da porta, o linchamento da alça da mala, o suor que te corre pela testa, a mão a escorrer, a lembrança da tua mãe que estaria envergonhadíssima se te visse assim... porque ela nunca tocou numa sanita pública, porque, francamente, tu não sabes que doenças podes apanhar ali, que até podes ficar grávida (lembram-se??).... Estás exausta! Quando páras já não sentes as pernas, arranjas-te rapidíssimo e puxas o autoclismo a fazer malabarismos com um pé, muito importante!
Depois lá vais pró lavatório. Está tudo cheio de agua (ou xixi? lembras-te do lenço de papel...), então não podes soltar a mala nem durante um segundo, pendura-la no teu ombro; não sabes como é que funciona a torneira com os sensores automáticos, então tocas até te sair um jactozito de água fresca, e consegues sabão, lavas-te numa posição do corcunda de Notre Dame para a mala não resvalar e ficar debaixo da água. Nem sequer usas o secador, é uma porcaria inútil, pelo que no fim secas as mãos nas tuas calças - porque não vais gastar um lenço de papel para isso - e sais...
Nesse momento vês o teu namorado, ou marido, que entrou e saiu da casa de banho dos homens e ainda teve tempo para ler um livro de Jorge Luís Borges enquanto te esperava.
- "Mas por que é que demoraste tanto?" - pergunta-te o idiota.
- "Havia uma fila enorme" - limitas-te a dizer.
E é esta a razão pela qual as mulheres vão em grupo à casa de banho, por solidariedade: uma segura-te na mala e no casaco, a outra na porta e a outra passa-te o lenço de papel debaixo da porta, e assim é muito mais fácil e rápido, pois só tens de te concentrar em manter "a posição" e “a dignidade”."
Um muitissímo obrigado por tal divina explicação.
"InterRail"
Grande Verão. Grande mesmo! Tao grande que nao sei por onde começar.
Desde que acabaram os exames que o meu tempo para este blog e para as novas tecnologias sumiu. Um corropio para aqui e para ali, que me desliguei de tudo.. Necessitava disso para mim! Queria pensar no hoje e no amanhã.. E por isso pensei em fazer coisas diferentes daquilo a que estou habituado:
- Ser monitor de férias desportivas. Na falta de melhores palavras para descrever aqueles 15 dias, só vos digo, ADOREI! Uma experiência nova, uma experiência unica. No primeiro dia, eu pensei estar no inferno.. Tantas crianças, tantos berros, tanta algazarra, tanto tudo... Barulho, movimento, vivacidade! Quando chegou o ultimo dia, pensei: "Porque nao é o primeiro dia novamente?"
Acabou o meu trabalho, se é que o posso considerar assim tal o prazer que me deu, à tarde e à noite estava:
- a partir para o algarve, férias em família. Algo diferente dos ultimos anos porque não estava habituado a o fazer. Mas apesar de todos os momentos monótonos que passei, tal como esperava, houve duas coisas que me deram imenso prazer. O redescobrir da leitura e o descobrir da fotografia. Dois hobbies que adoro e infelizmente não tenho o tempo necessário para praticá-los!
Fotografar tudo e nada, fotografar momentos, olhares, paixões, horizonte, etc.. fotografar tudo!
E ler, ler, ler.. Considero-me naqueles dias um devorador de livros, tantos foram os que li. Sou esquesito, sou selectivo, mas divirto-me a ler e quando dou por mim, tou dentro da história. Sou uma pessoa invisível mas que tenta apanhar tudo e tenta adivinhar tudo. Recomendo Dan Brown e José Rodrigues dos Santos. Livros diverentes, livros interessantes.
(pausa) - pausa para entregar papéis em lisboa. Queria mudar de sítio, não tenho medo de arriscar. Mas passado umas semanas, recebo uma resposta negativa da transferência. Infelizmente nunca me candidatei a ciências farmacêuticas e são estas "merdas" de burocracias que me cortaram as asas, deixando-me apenas uma frase: Aceita o teu destino. Luta e vence por ele. Serás feliz assim!
Vamos em metade das férias e eu continuo a esquecer-me duma nova paixão, Touradas arraianas! 4 dias loucas, infernais, excelentes, do outro mundo. Obrigado trufas pelo convite e para o ano lá estaremos novamente! As palavras para descrever já as disse à tua pessoa, e mais ninguem as precisa de saber. São profundas, são nossas...
- Voltei para o Algarve. Contigo filipe, contigo xano, contigo pedro, contigo silvia. Foram 17 dias para esturrar a minha conta bancária. E a vossa também, mas digam lá se nao foram absolutamente divinais? Aqui não é palavras que me faltam mas existem fotos que comprovam melhor tudo aquilo... Isto para seguir o lema à risca: "Uma foto vale mais que mil palavras"
E agora estou novamente com os pés assentes na terra, ou melhor, na covilhã. E além daqui, as novidades nao acabaram! "frase retirada por levar a falsas suspeitas" Apaixonei-me pela covilha, pelas pessoas, pelas tainadas!
Até breve, Frederico.
Desde que acabaram os exames que o meu tempo para este blog e para as novas tecnologias sumiu. Um corropio para aqui e para ali, que me desliguei de tudo.. Necessitava disso para mim! Queria pensar no hoje e no amanhã.. E por isso pensei em fazer coisas diferentes daquilo a que estou habituado:
- Ser monitor de férias desportivas. Na falta de melhores palavras para descrever aqueles 15 dias, só vos digo, ADOREI! Uma experiência nova, uma experiência unica. No primeiro dia, eu pensei estar no inferno.. Tantas crianças, tantos berros, tanta algazarra, tanto tudo... Barulho, movimento, vivacidade! Quando chegou o ultimo dia, pensei: "Porque nao é o primeiro dia novamente?"
Acabou o meu trabalho, se é que o posso considerar assim tal o prazer que me deu, à tarde e à noite estava:
- a partir para o algarve, férias em família. Algo diferente dos ultimos anos porque não estava habituado a o fazer. Mas apesar de todos os momentos monótonos que passei, tal como esperava, houve duas coisas que me deram imenso prazer. O redescobrir da leitura e o descobrir da fotografia. Dois hobbies que adoro e infelizmente não tenho o tempo necessário para praticá-los!
Fotografar tudo e nada, fotografar momentos, olhares, paixões, horizonte, etc.. fotografar tudo!
E ler, ler, ler.. Considero-me naqueles dias um devorador de livros, tantos foram os que li. Sou esquesito, sou selectivo, mas divirto-me a ler e quando dou por mim, tou dentro da história. Sou uma pessoa invisível mas que tenta apanhar tudo e tenta adivinhar tudo. Recomendo Dan Brown e José Rodrigues dos Santos. Livros diverentes, livros interessantes.
(pausa) - pausa para entregar papéis em lisboa. Queria mudar de sítio, não tenho medo de arriscar. Mas passado umas semanas, recebo uma resposta negativa da transferência. Infelizmente nunca me candidatei a ciências farmacêuticas e são estas "merdas" de burocracias que me cortaram as asas, deixando-me apenas uma frase: Aceita o teu destino. Luta e vence por ele. Serás feliz assim!
Vamos em metade das férias e eu continuo a esquecer-me duma nova paixão, Touradas arraianas! 4 dias loucas, infernais, excelentes, do outro mundo. Obrigado trufas pelo convite e para o ano lá estaremos novamente! As palavras para descrever já as disse à tua pessoa, e mais ninguem as precisa de saber. São profundas, são nossas...
- Voltei para o Algarve. Contigo filipe, contigo xano, contigo pedro, contigo silvia. Foram 17 dias para esturrar a minha conta bancária. E a vossa também, mas digam lá se nao foram absolutamente divinais? Aqui não é palavras que me faltam mas existem fotos que comprovam melhor tudo aquilo... Isto para seguir o lema à risca: "Uma foto vale mais que mil palavras"
E agora estou novamente com os pés assentes na terra, ou melhor, na covilhã. E além daqui, as novidades nao acabaram! "frase retirada por levar a falsas suspeitas" Apaixonei-me pela covilha, pelas pessoas, pelas tainadas!
Até breve, Frederico.
Experiência comunista
"Um professor de economia a exercer numa Universidade, num dado dia, disse:- “Nunca chumbei um só aluno antes, mas, uma vez, chumbei uma turma inteira”.
Esta turma em particular tinha insistido que o comunismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e “justo”.
O professor então disse: – “Ok, vamos fazer uma experiencia comunista nesta turma. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas em provas.”
Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma, e, portanto seriam justas. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores…
Logo que a média das primeiras provas foi tirada, todos receberam 14 valores. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram, ficaram muito felizes com o resultado.
Quando o segundo teste foi realizado, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam da média das notas, portanto, agindo contra as suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos.
Em resultado, a segunda média dos testes foi 10 Valores. Ninguém gostou.
Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5 Valores.
As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da turma. Portanto, todos os alunos chumbaram… Para sua total surpresa.
O professor explicou que a experiencia comunista tinha falhado porque ela fora baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes.
Preguiça e mágoas foi o seu resultado.
“Quando a recompensa é grande”, disse, o professor, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós, mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.”"
(by Ainanas.com)
Esta turma em particular tinha insistido que o comunismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e “justo”.
O professor então disse: – “Ok, vamos fazer uma experiencia comunista nesta turma. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas em provas.”
Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma, e, portanto seriam justas. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores…
Logo que a média das primeiras provas foi tirada, todos receberam 14 valores. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram, ficaram muito felizes com o resultado.
Quando o segundo teste foi realizado, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam da média das notas, portanto, agindo contra as suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos.
Em resultado, a segunda média dos testes foi 10 Valores. Ninguém gostou.
Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5 Valores.
As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da turma. Portanto, todos os alunos chumbaram… Para sua total surpresa.
O professor explicou que a experiencia comunista tinha falhado porque ela fora baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes.
Preguiça e mágoas foi o seu resultado.
“Quando a recompensa é grande”, disse, o professor, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós, mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.”"
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