Há tempos que não escrevia aqui. Não por falta de vontade, mas por falta de imaginação.
Hoje era um dia diferente. Encontrava-me feliz, com vontade de escrever algumas linhas de palavras que tivessem pelo menos um ínicio, um meio e um fim. Mas não sabia o que escrever, até que alguem me perguntou: "O que é o amor?"
Tema. Ideias. Tudo me veio à cabeça! Então, o que é o amor?
Amor é um estado de alma. É uma relação. É um sentimento que nutrimos por alguém ou algo.
É quando o teu estado de alma muda, quando o sentes. Falando de amor por uma pessoa, o amor faz passar os dias cinzentos noutra cor qualquer. Ou melhor, em todas as cores possíveis. Os teus olhos brilham. As tuas mãos tremem. O teu coração bate que nem um louco. O teu corpo transpira. Não se consegue pensar noutra coisa senão na pessoa que amamos. Além da parte física, amar signifca, obrigatoriamente, gostar do interior, gostar da consciência, gostar das atitudes, gostar dos modos. Senão não seria amor, mas uma atracção! Quando amas, estás noutro mundo (pelo menos assim parece para ti).
Mas amor também significa partilhar. Quando amas, abdicas. Não existes tu e ele(a), existe "nós". Existe uma relação em que ambas as partes cedem, não com intuito de diminuir o outro, mas de o fazer sentir completo. É necessário investir na relação, ela só dura se nós assim o desejarmos. Isso também é amor! Amor está associado a tantas coisas que é necessário juntares isso tudo para puderes amar alguem. Amor é alegria, é compaixão, é paixao, é carinho, é atracção, é compromisso, é intimidade. Em suma, é tudo!
Numa vertente mais romântica, amor é contares os minutos para veres aquela pessoa. É acordares e veres ao teu lado alguem que sem dizer nada, sem fazer nada te faz criar um sorriso de orelha a orelha. É aqueles momentos parecerem uma eternidade, não por serem "secantes" mas porque nunca queres que acabem nem sair deles. É olhares para o telemóvel ou alguma rede social sempre à espera duma chamada, duma mensagem, dum comentário que vai, invariávelmente, animar o teu dia. É quereres que saia tudo perfeito, desde um filme num sofá, a um jantar na sala com velas, a uma noite em que te entregas ao prazer carnal! Isso é uma paixão do tamanho do... mundo talvez! Talvez maior. Nunca ninguem a conseguiu quantificar.
Depois existe o amor platónico. Estupidamente, dizemos que gostamos mas não podemos tocar. É a tua idealização de tudo. Desde que começaste a sonhar, a escrever, a falar de amor, que pensas nele(a) daquela maneira. Como eu sonhei em vê-la com os cabelos loiros a brilharem com o reflexo do sol; a voarem com a brisa do vento; a correr num vestido curto, sedoso, branco por prados verdes na minha direcção. E lá estava eu, com bochechas rosadas, aguardando ansiosamente a sua chegada com um cesto na minha mão, flores na outra e um riacho nas minhas costas. Dentro do cesto imaginava champanhe, morangos, chocolate! É algo que amas tão loucamente, que te perdes antes de acabar o sonho. É a tua fantasia!
Nunca me puderia esquecer do amor paternal, senão nem eu estaria aqui a escrever. Este deixo para outra conversa. Não quero estragar o rumo em que as coisas estão a fluir.
Mas, perguntas tu, como aparece o amor? Acho que nínguem sabe muito bem. Tanto pode aparecer com um toque, como com um trocar de olhar, como depois de horas de conversa e convivio. Acho que aparece de todas as maneiras. E normalmente, aparece sem que te dês conta disso.
A biologia diz que são as hormonas, a filosofia diz que é uma conbinação de compromisso com paixão. Valente mentira. Se pensasses desta maneira, o amor perderia toda a sua piada. Porque o sentimento é incontrolável, as acções são irreflectidas, é tudo diferente. Se pensares de maneira diferente, o sentimento morre e tu transformas-te em um robot!
Não pensamos em ideologias, religiões, etnias, gerações. Para mim e para ti: "Amar e ser amado é universal!"
O cantinho onde nos juntamos a contar baladas em post-it's, a desenhar histórias pelas paredes e nos calamos quando vemos que não estamos a dizer nada de jeito... É altura de pedir mais um café!
Yin Yang
"Solidão é um sentimento no qual uma pessoa sente uma profunda sensação de vazio e isolamento. A solidão é mais do que o sentimento de querer uma companhia ou querer realizar alguma actividade com outra pessoa não por que simplesmente se isola mas por que os seus sentimentos precisam de algo novo que as transforme." (segundo a wikipédia). No entanto esta definição é tão incompleta como incongruente, a minha solidão resume-se apenas a um ponto: a vontade de partilhar.
Quando acordo, apenas tenho um desejo, que o dia de hoje não seja igual ao de ontem. Esse ontem que foi vivido sozinho e em monotonia; um dia que se resume em ver 4 divisões e duas pessoas; um dia em que desespero por uma novidade; um dia que anseio por um convite. Dai discordar com a definição. Eu não sinto nenhuma sensação de vazio, apenas isolamento (por culpa própria e dos outros)... A solidão não se resume a mais que: "A sua solidão pesou-lhe um instante, ele queria ter alguém a quem falar. É difícil ver o belo sozinho" (Per Sundman). É isso que me faz falta, e por isso agradeço que tenha surgido o telemóvel, o mensenger e o facebook. Tás sozinho mas apenas fisicamente. Apenas a "aparência" te faz pensar que estás na solidadão! Porque na realidade "Não há nada que esteja só; nada pode estar em completa solidão: o que existe necessita de outro para ser." (Leopoldo Schfer). E com isto reafirmo, não existe vazio, nem existe algo mais do que querer a companhia de alguém. A primeira definição não nos leva ao significado de solidão, mas de"suícidio psicológico". E no final de contas penso como (Thomas Quincey), em que "Ninguém desenvolverá alguma vez as faculdades da sua inteligência, se, pelo menos, não intercalar alguns momentos de solidão na sua vida".
E não existe solidão, sem felicidade. É como o yin yang! "Creio que a felicidade existe. A prova está em que, de repente, ela não existe" (Françoise Giroud). Novamente, yin e yang! Estão relacionadas, não vivem uma sem a outra. E quando passas de um momento para o outro deverias pensar desta maneira:
- "A felicidade consiste em preparar o futuro, pensando no presente e esquecendo o passado se foi triste." (John Ruskin).
Mas existe a felicidade pontual, aquela feita em pequenos momentos, que têm tanto de surpreendentes, como de esporádicos, como de satisfação! Quanto menos pensamos naquilo que pode acontecer, mais sorrimos quando aconteceu. Eu quero esses momentos, essa "felicidade é saber o que se quer e querê-lo apaixonadamente" (Félicien Marceau). É por isso que na solidão espero e desespero por isto, é a minha fonte de vida! E é tão bom quando voltas pá solidão e pensas naquilo, naquelas pessoas, naqueles sorrisos, naqueles momentos porque "a alegria não está nas coisas, está em nós" (Johaan Goethe), está em mim, está em ti, está em todos aqueles que são especiais. E quando nos juntamos nós rimos, rimos, rimos, rimo-nos que nem tontos, rimo-nos de tudo e de nada porque preferimos ser tontos a ser estúpidos (sig. pessoas que não riem de nada).
E tontos somos todos aqueles que gostam de aproveitar a vida na companhia dos outros, aqueles que não se importam de partilhar!
Quando acordo, apenas tenho um desejo, que o dia de hoje não seja igual ao de ontem. Esse ontem que foi vivido sozinho e em monotonia; um dia que se resume em ver 4 divisões e duas pessoas; um dia em que desespero por uma novidade; um dia que anseio por um convite. Dai discordar com a definição. Eu não sinto nenhuma sensação de vazio, apenas isolamento (por culpa própria e dos outros)... A solidão não se resume a mais que: "A sua solidão pesou-lhe um instante, ele queria ter alguém a quem falar. É difícil ver o belo sozinho" (Per Sundman). É isso que me faz falta, e por isso agradeço que tenha surgido o telemóvel, o mensenger e o facebook. Tás sozinho mas apenas fisicamente. Apenas a "aparência" te faz pensar que estás na solidadão! Porque na realidade "Não há nada que esteja só; nada pode estar em completa solidão: o que existe necessita de outro para ser." (Leopoldo Schfer). E com isto reafirmo, não existe vazio, nem existe algo mais do que querer a companhia de alguém. A primeira definição não nos leva ao significado de solidão, mas de"suícidio psicológico". E no final de contas penso como (Thomas Quincey), em que "Ninguém desenvolverá alguma vez as faculdades da sua inteligência, se, pelo menos, não intercalar alguns momentos de solidão na sua vida".
E não existe solidão, sem felicidade. É como o yin yang! "Creio que a felicidade existe. A prova está em que, de repente, ela não existe" (Françoise Giroud). Novamente, yin e yang! Estão relacionadas, não vivem uma sem a outra. E quando passas de um momento para o outro deverias pensar desta maneira:
- "A felicidade consiste em preparar o futuro, pensando no presente e esquecendo o passado se foi triste." (John Ruskin).
Mas existe a felicidade pontual, aquela feita em pequenos momentos, que têm tanto de surpreendentes, como de esporádicos, como de satisfação! Quanto menos pensamos naquilo que pode acontecer, mais sorrimos quando aconteceu. Eu quero esses momentos, essa "felicidade é saber o que se quer e querê-lo apaixonadamente" (Félicien Marceau). É por isso que na solidão espero e desespero por isto, é a minha fonte de vida! E é tão bom quando voltas pá solidão e pensas naquilo, naquelas pessoas, naqueles sorrisos, naqueles momentos porque "a alegria não está nas coisas, está em nós" (Johaan Goethe), está em mim, está em ti, está em todos aqueles que são especiais. E quando nos juntamos nós rimos, rimos, rimos, rimo-nos que nem tontos, rimo-nos de tudo e de nada porque preferimos ser tontos a ser estúpidos (sig. pessoas que não riem de nada).
E tontos somos todos aqueles que gostam de aproveitar a vida na companhia dos outros, aqueles que não se importam de partilhar!
Nota introdutória
"Pega no telefone e finge que te preocupas. Pega nele, anda. Marca o meu número, um por um. Apaga e volta a escrever. Inspira fundo e pensa no que vais dizer. Faz a chamada. Pega no telefone e liga-me. Diz-me aquilo que te consome. Diz-me como se não houvesse depois. Tudo aquilo que te preenche a cabeça agora, o que faz o teu sangue correr nas veias. Diz-me aquilo que queres fazer, o que sentes, no que tocas. Faz de conta que não existe o amanhã. Faz de conta que só existe hoje. Diz-me a verdade, aquilo que me queres dizer mas tens medo. Eu aguento. Não me podes partir o coração outra vez. Só te restam duas hipóteses, ou pegas nele ou passas ao lado. Pensa bem. Pensa em hoje. Eu sei. Tu também sabes. Queres que te diga? Pega nele, tu sabes que queres. Mas pensa bem antes de pegares. Cuidado, não o vás deixar cair outra vez. Ele é frágil, é de vidro. Vá, pega no telefone. E liga-me. Só quero ouvir a tua voz mais uma vez.
Ela: O que é que aquela queria?
Ele: Ela queria saber o que é preciso fazer pra me conquistar.
Ela: Ridículo. O que respondeste?
Ele: Que ela precisa ser como tu."
Ela: O que é que aquela queria?
Ele: Ela queria saber o que é preciso fazer pra me conquistar.
Ela: Ridículo. O que respondeste?
Ele: Que ela precisa ser como tu."
Amizades
"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade estupidez, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.''
Oscar Wilde
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade estupidez, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.''
Oscar Wilde
A linha (invisivel) que nos une!
Quando atendeste o telefone, as primeiras palavras que me vieram à boca foram: "Desculpa não ligar mais vezes", ao que tu respondeste que não havia importancia, e assim acabou o assunto!
Depois foi novidades daqui, dali e dacolá, ideias, conexões, blá...
Blá...
Blá...
E quando desliguei foi quando percebi que o importante não era a quantidade de vezes que te ligava, mas a ligação em si!
Depois foi novidades daqui, dali e dacolá, ideias, conexões, blá...
Blá...
Blá...
E quando desliguei foi quando percebi que o importante não era a quantidade de vezes que te ligava, mas a ligação em si!
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