Era uma vez,
Um sonho. Sem que nada o fizesse prever, os meus olhos colaram nos teus. E os teus nos meus. O coração começou a palpitar. As mãos começaram a transpirar, aquele nervoso miudinho não me largava. As pernas fizeram o favor de ajudar e começaram a tremelicar. Ai eu não sou assim, só podes ser 'a Tal'. Mas
Mas com tanto, e com tão pouco fiquei mais tímido do que nunca. Tu desconfiaste. As minhas bochechas começaram a rosar, os olhos começaram a brilhar e eu não podia fazer mais nada do que desviar o olhar. Tu soubeste que era verdadeiro, o mais puro dos sentimentos. Gostei de ti assim que te vi.
O concerto continuava, as baladas seguiam-se umas após outras e nós não voltámos a cruzar olhares. Apenas diminuíamos o espaço que existia entre nós. Pé ante pé, sem que ninguém desse conta, íamos aproximando nossos corpos. Porque
Porque eles estavam a despejar paixão. Ninguém precisava de nos dizer, estava à vista de toda a gente. Eu queria-te tanto como tu me querias a mim. Mas tínhamos medo. De onde estávamos, de quem nos rodeava. Do mundo. Nada daquilo era para ser perdido, no fundo esse era o grande medo. Até
Até que se deu o click. Um cover de Bruno Mars, 'Just the way You are'. Era o que faltava para nos libertamos do medo. O meu dedo mindinho começou a enroscar-se no teu e dedo após dedo, as nossas mãos estavam entrelaçadas. Sabíamos que seria para sempre a nossa música, era algo que descrevia tudo aquilo que vi e o que sabia que iria ver em ti. Ouvimos toda a música em silêncio. O momento era bom demais, merecia ser apreciado. Os sonhos de cada um viajavam à velocidade da luz nos olhos do outro. O mundo tinha parado ali. E
E a incerteza deu lugar à vontade. Naquele último verso, aqueles segundos pareceram horas. Ainda hoje revejo tudo em 'slow motion' tal a lentidão como tudo aconteceu. As nossas cabeças começaram a rodar na direcção do outro e roubamos o último espaço que haviam entre nós. Os nossos lábios se encontraram. Tocaram-se. Sabiam que aquele era o primeiro de todos, o que mais merecia ser vivido. Saborearam tudo de uma maneira única. Sempre 'decorei' o sabor que ficou nos meus lábios depois. Era o sonho tornado realidade, assim pensava eu. Belisquei-me. E tudo não passava de eu a sonhar acordado.
Sonhos. Outros sonhos. Mais sonhos.
O cantinho onde nos juntamos a contar baladas em post-it's, a desenhar histórias pelas paredes e nos calamos quando vemos que não estamos a dizer nada de jeito... É altura de pedir mais um café!
Perfume
" Não é uma viagem;
As viagens terminam, mas nós continuamos.
O mundo move-se e nós movemos com ele.
Planos perdem-se,
Sonhos instalam-se.
Mas onde quer que eu vá,
Aí estás tu!
Minha sorte,
Minha sina,
Meu destino...
Inevitável!"
As viagens terminam, mas nós continuamos.
O mundo move-se e nós movemos com ele.
Planos perdem-se,
Sonhos instalam-se.
Mas onde quer que eu vá,
Aí estás tu!
Minha sorte,
Minha sina,
Meu destino...
Inevitável!"
Let the Show begin
Ainda não reparaste?
Só tu ainda não viste. Quando nasceste, já tinhas um propósito escrito no destino:
Não ser mais uma, mas alguém que sobressai no meio da multidão.
Uma cara arredondada. Mas nem isso é uma crítica. É, mais, um elogio que te faço. Algo que te assenta que nem uma luva. Ficas com um ar mais fofinho - se isto ainda fosse possível. É o cabelo que te cai pelos ombros. É a roupa que usas. É o teu ar 'looking for something' que capta a atenção de quem vê. Mesmo nos teus dias menos bons, pareces uma ilusão de óptica. Eu limpo as lentes e belisco-me ao mesmo tempo para ver se és mesmo real ou tudo não passa de um sonho.
E foi quando te 'conheci'.
Já tinhas a minha curiosidade, agora despertaste a minha atenção. Tu és uma modelo. Mas não uma qualquer. Existe algo dentro de ti. Não és oca como as outras. Tens paixão. Sentimentos. Inteligência. Espírito de criança. Quando nada fazia querer, tu és o pacote completo. Tens um exterior. E um interior. Que cativa. Que nos faz ansiar por conhecer mais. Pedir, com jeitinho, para levantares ainda mais o véu. Daquilo que és. Daquilo que queres ser. E é aqui que eu peço que me mates. Que me mates com amor. Que me arremates o coração. O elixir da vida está no prazer de receber um beijo teu. É isso que eu sonho. Será isso que me 'alimentará'. O prazer de saber que amanhã não será mais um dia, mas o dia. O dia em que
Eu vou ter medo de que ouças o bater do meu coração!
Vai ser impossível não reparares.
Nascemos para sorrir
“Love is passion, obsession, someone you can’t live
without. If you don’t start with that, what are you going to end up with? Fall
dead over heels. I say: ‘find someone you can love like crazy and who’ll love
you the same way back’.
And how do you find him? Forget your head and listen to your heart. I’m not
hearing any heart. Run the risk, if you get hurt, you’ll come back. Because the
truth is there is no sense in living your life without this.
To make the journey and not fall deeply in love – well, you haven’t lived a
life at all. You have to try. Because if you haven’t tried, you haven’t lived.”
A imitação do amor
"Há pessoas que não conseguem ver para lá da espuma dos dias. São pessoas para quem o amor é imediato, impensado, imponderado e, por isso, não é bem amor.
Pode ser paixão, pode ter dedicação e empenho, pode até parecer consistente e sério, mas é apenas uma imitação do amor.
É muito fácil imitar o amor. Vivemos rodeados de imagens e sufocados por músicas que nos apelam constantemente para cenários idílicos, casais perfeitos, comédias românticas em que o amor vence sempre a vida ou por amores perdidos que nos roubaram o coração. O amor é um dos nossos motores de vida; quem vive sem ele seca como uma árvore sem água, mas quem vive sufocado nele pode afogar-se em mágoas.
O amor verdadeiro dá muito trabalho. É como um full time job sem folgas aos fins-de-semana e sem ordenado ao fim do mês. É estar lá para o outro, tanto nos dias em que o amamos, como nos dias em que estamos fartos dele. O amor não é feito de palavras nem de grandes gestos românticos, mas de provas, visíveis ou invisíveis, de amor. Não é abstracto nem transmissível: se amamos uma determinada pessoa não podemos passar esse amor para outra. Temos de deixar de amar a anterior, esquecer e recomeçar do zero, senão não é amor, é uma fuga para a frente, uma transferência afectiva, uma solução fácil e prática – tudo imitações do amor.
Talvez a lição mais difícil de aprender acerca do amor seja a de que o amor não se aprende. Treina-se com o tempo, apura-se com a maturidade, mas não se aprende, porque ou o temos dentro de nós ou não o temos. E quem o tem quase nunca o domina. Podemos saber o que seria certo fazer, mas nem sempre o fazemos. Podemos errar, mesmo quando não queremos. Podemos tratar mal os que amamos sem nos apercebermos. Mas quem ama perdoa ainda que não esqueça, quem ama segue em frente, quem ama não se agarra a desculpas, arregaça as mangas e não desiste, porque o verdadeiro amor é o avesso do medo e o melhor aliado da vontade.
Amar é proteger, é acreditar, é construir, é sonhar com os pés na terra. Amar é planear. E depois trabalhar em conjunto para que os planos e os sonhos se realizem. Nenhum amor sobrevive à espuma dos dias, recostado à sombra da bananeira, porque cada história de amor tem a sua própria vida, como uma terceira entidade. E como todos os outros seres vivos, se não cresce, morre.
Uma das maiores lições que o meu filho Lourenço me deu sobre o amor aconteceu quando ele tinha apenas três anos e fez um trabalho de colagens na escola. Na capa de cartolina a educadora escreveu a resposta, de cada criança, à pergunta: ‘O que é o amor?’. O Lourenço disse: ‘O amor é casar, e quando não resulta, é carregar os sacos de compras da mãe que é fraquinha’.
No dia em que encontrar o homem certo que me carregue os sacos, talvez me case outra vez. Mas até lá, há que levantar a cabeça e ver para lá da espuma." `
(Margarida Rebelo Pinto, in Sol)
(Margarida Rebelo Pinto, in Sol)
Saudades, quem não as tem.
Saudade
Significa, nome feminino:
1. sentimento melancólico causado pela ausência ou pelo desaparecimento de pessoas ou coisas, a que se estava afectivamente muito ligado, pelo afastamento de um lugar ou de uma época, ou pela privação de experiências agradáveis vividas anteriormente;
2. [plural] cumprimentos a uma pessoa ausente; lembranças.
morrer de saudades: sentir muito a falta (de)
(Do latim solitāte, «solidão»)
Mas saudade é muito mais que um sentimento. É algo que nos corroí por dentro ainda antes das despedidas. São lágrimas que correm sem se ver. São mãos que apertam o coração. São abraços sentidos. São momentos sem palavras que se prolongam no tempo na ânsia de não acabarem nunca. Sem despedidas.
Mas saudade é muito mais que um sentimento. É algo que nos corroí por dentro ainda antes das despedidas. São lágrimas que correm sem se ver. São mãos que apertam o coração. São abraços sentidos. São momentos sem palavras que se prolongam no tempo na ânsia de não acabarem nunca. Sem despedidas.
- Podes ir, eu fico bem.
Mentira. Nunca ninguém fica bem com saudade. Faz-nos lembrar que são importantes. Que sem elas não somos completos. Faz-nos "viver incorrectamente" para voltarmos a não ter saudade. Saltamos momentos que tinham tudo para ser bons momentos. Dias não são dias. No sentido que não parecem os mesmos. Que demoram a decorrer. Concluímos que os sentimentos da saudade não são melancólicos. São dolorosos. Saudade só nos faz sentir pequenos. Não somos ninguém sozinhos aqui. Somos eu, tu, sem nós.
Mentira. Nunca ninguém fica bem com saudade. Faz-nos lembrar que são importantes. Que sem elas não somos completos. Faz-nos "viver incorrectamente" para voltarmos a não ter saudade. Saltamos momentos que tinham tudo para ser bons momentos. Dias não são dias. No sentido que não parecem os mesmos. Que demoram a decorrer. Concluímos que os sentimentos da saudade não são melancólicos. São dolorosos. Saudade só nos faz sentir pequenos. Não somos ninguém sozinhos aqui. Somos eu, tu, sem nós.
E depois existe aquela palavra que tudo muda.
- Voltei.
Mudou. Começam as palavras como se ainda ontem estivemos juntos. Não existe anteontem nessas pessoas. Existe ontem e o agora. Parece que nada mudou, tudo continua igual. As brincadeiras. Aquelas que passam a ser maluquices. As cumplicidades. Os sorrisos. As lágrimas. Os abraços. Será que tivemos separados e tivemos saudades? Nem estivemos separados sequer.
- Até Setembro.
- Até Setembro.
Os Cegos
Discussão. Outra discussão.
O que me chama a atenção é o exterior. É o teu marketing. Quando mais bem feito estiver, mais vontade eu tenho de olhar. Quando tu passas, o corpo pára. A cabeça roda. Os olhos brilham. És como um raio de sol num dia chuvoso. É aquela beleza estonteante que me chama a atenção. Tu não sabes andar de saltos altos. Tu deslizas. Existem os trapos. E existem os trapos em ti. Que te assentam que nem uma luva. Parecem desenhados para ti. Existe o teu cabelo, solto a esvoaçar. Parece que o vento só existe para lhe dar um toque especial. O do movimento. O mundo suspende-se enquanto tu passas nele. E existe uma multiplicidade de produtos de beleza. A que vocês chamam de maquilhagem. A que eu chamo de mundo desconhecido. Mas os pequenos toques que dás em ti própria deixam sobressair ainda mais uma coisa. A tua beleza. A pureza da inocência. Isto é o que faz o meu coração palpitar que nem louco quando te vejo.
Mas não existe bela sem senão, e o marketing só funciona quando o produto vale mesmo a pena. Não te tratando como objecto. Longe de mim. Apenas associar ideias desconectas para explicar pontos de vista.
E se era o teu exterior que me faz olhar para ti, é o teu interior que me faz ficar preso a ti. E tudo começa naquele “Olá” envergonhado, que me faz achar-te ainda mais graça. Não existe o adjectivo “convencida” em ti. Existe confiança na tua pessoa. Existe aquele sorriso malicioso. Aquele que me faz pesquisar piadas e fazer graçolas para o ver outra vez. Existe aquele piscar de olho cheio de doçura como que a dizer – por hoje é tudo, amanhã tens mais um pouco de mim. E a tua bipolaridade cativa-me. Saberes quando tem que ser sério. E quando não tem. O teu gosto pela palavra que faz com que passemos horas à conversa sem dar pelo tempo passar. Sem haver tempos mortos. Nem constrangimentos. Apenas a descoberta do outro. E dos outros. E de nós. De mim. De ti. Mas também existe o ombro amigo. Quando necessário. Saber que estás aqui, mesmo quando não estás. A tua presença nota-se mesmo quando estás ausente. Mas do teu corpo existe o colo. Onde me aninho. Onde adormeço. Onde as tuas mãos me ajudam a adormecer. E perder-me. Perder-me em sonhos. E os teus lábios que me acordam. Existem os gostos comuns. Por filmes. Por séries. Por música. Passatempos. Actividades. O gosto pelo ar livre. Pela brincadeira. O voltar a ser criança (aquela que nunca conseguimos perder). O teu feitio, que não me enerva. Complementa. Acima de tudo consegues, sempre, ser tu. Em todos os momentos.
O que é bom no teu mundo não foi o “entrar”. Mas o não conseguir “sair”.
Discussão. Outra discussão.
(Visão futurista do que espero na realidade.)
O que me chama a atenção é o exterior. É o teu marketing. Quando mais bem feito estiver, mais vontade eu tenho de olhar. Quando tu passas, o corpo pára. A cabeça roda. Os olhos brilham. És como um raio de sol num dia chuvoso. É aquela beleza estonteante que me chama a atenção. Tu não sabes andar de saltos altos. Tu deslizas. Existem os trapos. E existem os trapos em ti. Que te assentam que nem uma luva. Parecem desenhados para ti. Existe o teu cabelo, solto a esvoaçar. Parece que o vento só existe para lhe dar um toque especial. O do movimento. O mundo suspende-se enquanto tu passas nele. E existe uma multiplicidade de produtos de beleza. A que vocês chamam de maquilhagem. A que eu chamo de mundo desconhecido. Mas os pequenos toques que dás em ti própria deixam sobressair ainda mais uma coisa. A tua beleza. A pureza da inocência. Isto é o que faz o meu coração palpitar que nem louco quando te vejo.
Mas não existe bela sem senão, e o marketing só funciona quando o produto vale mesmo a pena. Não te tratando como objecto. Longe de mim. Apenas associar ideias desconectas para explicar pontos de vista.
E se era o teu exterior que me faz olhar para ti, é o teu interior que me faz ficar preso a ti. E tudo começa naquele “Olá” envergonhado, que me faz achar-te ainda mais graça. Não existe o adjectivo “convencida” em ti. Existe confiança na tua pessoa. Existe aquele sorriso malicioso. Aquele que me faz pesquisar piadas e fazer graçolas para o ver outra vez. Existe aquele piscar de olho cheio de doçura como que a dizer – por hoje é tudo, amanhã tens mais um pouco de mim. E a tua bipolaridade cativa-me. Saberes quando tem que ser sério. E quando não tem. O teu gosto pela palavra que faz com que passemos horas à conversa sem dar pelo tempo passar. Sem haver tempos mortos. Nem constrangimentos. Apenas a descoberta do outro. E dos outros. E de nós. De mim. De ti. Mas também existe o ombro amigo. Quando necessário. Saber que estás aqui, mesmo quando não estás. A tua presença nota-se mesmo quando estás ausente. Mas do teu corpo existe o colo. Onde me aninho. Onde adormeço. Onde as tuas mãos me ajudam a adormecer. E perder-me. Perder-me em sonhos. E os teus lábios que me acordam. Existem os gostos comuns. Por filmes. Por séries. Por música. Passatempos. Actividades. O gosto pelo ar livre. Pela brincadeira. O voltar a ser criança (aquela que nunca conseguimos perder). O teu feitio, que não me enerva. Complementa. Acima de tudo consegues, sempre, ser tu. Em todos os momentos.
O que é bom no teu mundo não foi o “entrar”. Mas o não conseguir “sair”.
Discussão. Outra discussão.
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(Visão futurista do que espero na realidade.)
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