Re-inventar!

Depois de uns tempos sem escrever, eis que uma conversa me inspira a voltar.
Devido a circunstâncias da vida, próprias e alheias, afastei-me de todos aqueles que conheci e voltei a entrar numa sala de aula onde apenas os rostos me eram familiares. E nem todos. "O que faço agora?" perguntei eu. E depois reparei num grupo onde reconhecia alguns. Já me tinham falado deles. Pareciam boas pessoas mas estudiosos! E como na vida, é necessário arriscar!
Depois de algumas aulas e umas horas de conversa e boa disposição, a minha opinião transfigura-se totalmente. Como diria o meu irmão, são pessoas boa onda. Nada daquilo que eu estava à espera! Ou seja, por vezes a primeira ideia é completamente errada. E eu sei saber como nem porque, fiz novos amigos. Podemos chamar assim? Esperemos que sim.

Por vezes pedras no caminho, não são obstáculos mas intervalos para depois crescermos como pessoas.

Siga o seu "eu"

"Temos sonhos e queremos acreditar neles.
Estamos disponíveis para ir até ao fim do mundo por um simples objectivo de vida. Depois vamos crescendo, vamos moldando a nossa personalidade, o ângulo de visão vai-se tornando mais estreito, a sociedade começa a estabelecer-nos limites, a família diz-nos que há caminhos mais "credíveis" e "certos", os amigos condicionam-nos. E vamos fazendo escolhas. Muitas vezes que nem compreendemos. Escolhas que levam a novas encruzilhadas e a novos caminhos. Perdemos a ingenuidade. Mas tentamos manter o sonho. Chegam os preconceitos, aparecem os obstáculos. Aprendemos a não nos revoltarmos, a aceitarmos as regras, a seguir o que está padronizado. A desistir, ou a aceitar que nem tudo o que queremos podemos ter. Enchem-nos de falsos conceitos, de verdades pré-fabricadas e um dia já não sabemos muito bem onde estamos. Mas todos nos dizem para caminhar. Para continuar a caminhar, que "a vida é assim".
Mas não tem de ser. Não devia ser. Acredito que devemos sempre manter os nossos sonhos. E que devemos sempre questionar tudo. Da sociedade, aos conselhos que nos dão. Das regras que estão estabelecidas aos caminhos que nos querem impor. E que devemos lutar contra tabus e preconceitos. É dificíl. É quase impossível. Mas se calhar é este o meu sonho. E tento mantê-lo acesso."

(in Happy, by Vasco Galvão-Teles)

"A curiosidade de um olhar alegra-me!"

A curiosidade de um olhar alegra-me.
O mundo costuma ser uma monotonia. Uma rotina. É assim que pensas todos os dias. Acordas e vai ser um dia como os outros. E depois aparece ela. O mundo parou. Não se consegue tirar os olhos dela. Um piscar de olhos, um sorriso, um toque no cabelo é motivo para pensar que alguma coisa mudou. Talvez tenha mudado, talvez não. Mas a curiosidade de querer conhecer mais permanece.
É isso que cativa. Faz-me procurar. Já não quero saber só do olhar, e tudo o resto que me deixou perplexo a olhar pra ti. Quero saber se existe uma troca de olhar, se existe a possibilidade de fazer o alta definiçao. Quero saber o que gosta, o que não gosta. Quero saber se é quente, se é carinhosa, quero saber tudo.
A curiosidade permite-me acordar outra vez a pensar se vai haver algo mais.

Alta definição

Gosto. Gosto estupidamente da minha polaridade. Ora sou alguem completamente acriançado, ou uma pessoa adulta a quem me dão 30 anos. Ora estou a trabalhar para a terceira idade, como já estive a tomar conta da última geração de pequenos talentos.
Hoje a sensação é essa mesma. Ser quem eu quero, quando quero. Dito as minhas próprias regras. Ser uma pessoa só seria muito chato.
Gosto de me "lanbusar" com gomas sentado no sofá a ver desenhos animados. Gosto de leitão assado com um bom vinho branco frisante. Gosto de serões a jogar cartas e a beber minis. Gosto de ficar em casa aninhado a ver um filme e quando a vontade é muita a ler um livro (apenas naquele lugar zen criado com todo o prazer para esse efeito). Gosto de pizza. Não gosto de gelados! Bipolar diria eu.
Apetece-me ter uma conversa séria. Não, apetece-me brincar com as coisas. Por vezes, nem eu diferenci-o um do outro.
E por isso, adoro o meu Verão. Experimento desalmadamente um bocado de tudo. Falta-me o sol, uma toalha enrolada à volta do pescoço, umas havaianas e por do sol sentado na areia. Falta-me pinãcoladas à beira mar. Falta-me peixe grelhado no jardim. Faltam-me as palhas gigantes a sair por um coco.
Pelo contrário, tenho excesso em crianças. Brincadeiras com elas. Cafonés! Acordar todos os dias antes das 8 da manha. Por creme refrescante para massagar os pés. De não ver séries. Não consigo ligar a tv mais que 15 minutos seguidos. Serões sem dormir devido ao calor, a pensar em tudo. E em nada. O excesso de fotografias deles e pena de não fotografo de mim próprio.
E sinto saudades do passado mas estou cheio de desejos para o futuro. Estou realizado? Quase, mas no momento não podia pedir melhor.

"Sometimes I pretend to be normal, but it gets boring, so I go back to being me!" (in mango)


(texto em construção... apenas na cabeça)

"Sintonia Imperfeita!"

"Eles amam-se … toda a gente sabe mas ninguém acredita. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossível. Ele continua a viver a sua vidinha idealizada e ela continua idealizando a sua vidinha.
Alguns dizem que isso jamais daria certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas. Ela quer atitudes, ele quer ela. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. 
E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros. Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz. […] É fácil porque os dias passam rápido demais, é dificil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles. 
E todos os dias eles perguntam-se o que fazer. E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo se reencontrem e que nada, nada seja por acaso." 


(anónimo para mim)

Sobre o corpo de uma mulher

"Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.
Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra… está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros – é uma questão de proporções, não de medidas.
As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas… . Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.
Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras.
A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.
As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas… Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.
É essa a lei da natureza… que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde.
Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês. porque, nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda.
As jovens são lindas… mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado. O corpo muda… cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.
Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (sem sabotagem e sem sofrer); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.
Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos ‘em formol’ nem em spa… viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.
Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se!
A beleza é tudo isto.
Paulo Coelho"

A Perseverança

"Se há pessoas que não estudam ou que, se estudam, não aproveitam, elas que não se desencorajem e não desistam; se há pessoas que não interrogam os homens instruídos para esclarecer as suas dúvidas ou o que ignoram, ou que, mesmo interrogando-os, não conseguem ficar mais instruídas, elas que não se desencorajem e não desistam; se há pessoas que não meditam ou que, mesmo que meditem, não conseguem adquirir um conhecimento claro do princípio do bem, elas que não se desencorajem e não desistam; se há pessoas que não distinguem o bem do mal ou que, mesmo que distingam, não têm uma percepção clara e nítida, elas que não se desencorajem e não desistam; se há pessoas que não praticam o bem ou que, mesmo que o pratiquem, não podem aplicar nisso todas as suas forças, elas que não se desencorajem e não desistam; o que outros fariam numa só vez, elas o farão em dez, o que outros fariam em cem vezes, elas o farão em mil, porque aquele que seguir verdadeiramente esta regra da perseverança, por mais ignorante que seja, tornar-se-á uma pessoa esclarecida, por mais fraco que seja, tornar-se-á necessariamente forte."

Confúcio, in 'A Sabedoria de Confúcio'
A meu respeito, basta dizer que quem espera, sempre alcança! Feliz.