"Pergaminho"

Aqui está a minha lista de desejos para 2012:

- Ir ao teatro ver uma peça onde entrem os "dinossauros" portugueses, como José Pedro Gomes, Virgílio Castelo, Ana Brandão, entre muitos outros.

- Ver uma peça de Filipe La Féria.

- Comer, mais saborear, comida preparada por um Chef conceituado. Talvez José Avillez. Talvez Albano Lourenço. Quem sabe

- Levarem-me ao Zoológico. É nostalgia pura. É matar saudades dos tempos de criança.

- Aprender a fazer surf. E a tocar guitarra!

- Ir a um concerto de Verão. Nunca fui e toda a gente diz que é experiência única. Não quero 100 pessoas à minha volta, quero milhares delas. Quero sentir a adrenalina que os cativa a estarem horas ali.

- Ter tempo para voltar a ser monitor. Apenas aconselho a o ser, a quem nunca o foi. E depois falem comigo.

- Quero que me convidem a ir jantar fora. E depois ao cinema.

- Quero passear de mãos dadas! Com um sorriso na cara e os olhos a brilhar (...)

- Passar tempo com os amigos. Não interessa o que fazemos, interessa o tempo que passamos juntos.

- Mas também quero fazer novos amigos. A monotonia é algo que não condiz comigo. Agora fui ver, nem existe no dicionário.

- Adorava receber um portátil novo. Este está a dar o berro.

- Quero livros. Quero tempo para "devorar" livros.

- Começar a fazer a minha biblioteca, numa estante no meu quarto! E adorava pintar todas as paredes. Rasurá-las. Desenhar lá.

- Fazer uma road trip com 4/5 amigos e o dinheiro quase não chegar para voltar. Ter que entrar num comboio a correr e fugir de seguranças. Pedir num restaurante comida que me roubaram a carteira. Basicamente, é viver o que vemos nos filmes.

- Fazer um test drive num carro de competição!

- Fazer uma viagem a Londres ou Roma. Apenas meia dúzia de dias seriam suficientes. (quando começar a trabalhar, acho que quero fazer uma viagem destas por ano - este é O sonho lá mais para a frente)

(texto em falta)

- E chegar às 00:00 do dia 01/01/2013 com a certeza que realizei tudo o que consegui fazer.

Perdido em pensamentos.

Aturdido com tantas coisas que me vagueiam pela cabeça, era altura de passar para papel algumas delas.

Quando olho para uma mulher, vejo aparência, vejo sex appeal, vejo elegância. É isso que me cativa a olhar. Aquele clic famoso quando passas e deixas o rasto de perfume. Eu olho e fascino-me. Isto é o êxtase. Mas quero mais. Queremos sempre mais, é comum a todos os portugueses. Agora sou escritor da tua bibiografia. Abro um livro branco e escrevo tudo o que sei de ti. Não rasuro, as folhas são brancas. Não acrescento, mudo de página e escrevo outro capítulo. O tempo passa e escrevo Fim. Agora tenho-te a ti. Em mim. Interessa-me que sejas tudo o que vi, mais o que descobri. Procuro inteligência. Amabilidade. Amizade. Carinho. E mais não escreverei porque o importante é que todos sejamos diferentes, mas iguais. Gosto mais de um olhar que dezenas de palavras. E prefiro milhares de palavras conjugadas num sentido próprio que poucas, mesmo que elogiosas. Dizeres-me "Ai, és giro" e virares as costas é como me dizeres não. Conversares horas comigo, estarás a dizer que amanhã há mais!

Chegou o Natal. É aquela época do ano que toda a gente está feliz. A televisão enche-se de anúncios acerca de brinquedos. As férias chegam para os que ainda estudam. E pensamos o que vamos receber este ano? Poderia pedir tanta coisa ou nada. E nada peço. Chegamos a uma idade que já nada nos falta e apenas queremos bem-estar, união, família. Um Natal igual ao anterior é o que espero. Todos juntos. Todos sorridentes. Alguns bêbados. A sonhar em repetir aqueles momentos várias vezes ao ano. Agradeço-vos. Não podia pedir gente melhor. Adoro-vos.

Notícias de última hora.

O país é governado pela Troika.

Os portugueses juntaram-se em massa para ajudar o Gustavo.

Felizmente o Duarte Lima está preso; infelizmente, o Behring Breivik não.

Adeptos sportinguistas queimam cadeiras no Estádio da Luz.

O Mário Soares está demente e não sabe o que diz.

A Fundação Gil e o Continente juntaram-se num programa de ajuda e conseguiram reunir 80000 euros para a Cruz Vermelha.

O Pinto da Costa, supostamente, agrediu um jornalista da TVI.

Segundo uma senhora que diz ser médica, os genéricos são como o bacalhau à brás.

O banco alimentar foi um sucesso.

Mas, eu vivo a minha vida. Consegues viver, só, a tua?

O verdadeiro amor


"Podemos não ter nascido juntos,
não ter crescido juntos, 
até podemos nao ter vivido juntos, 
mas a partir do momento em que te conheci:
sim quero morrer junto a ti!"

In Californication.

"Ele: Mas, sabes, talvez se te relaxasses por meio segundo, e parasses de procurar um companheiro para a vida tão afincadamente, então talvez pudesses acordar uma manhã ao lado de um.
Ela: Certo. Porque é assim tão fácil...
Ele: Não disse que era fácil, mas tens coisas que valem a pena.
Ela: Claro. Como... Como assim?
Ele: Porque és esperta que até assusta e és linda. E és também incrivelmente sensual.
Aí tens.
Ela: Mas que caralho estás a dizer? Sou uma autêntica croma.
Ele: É verdade, mas és uma croma sensual. Sabes, algumas mulheres encerram essa parte delas e esperam que o príncipe encantado apareça lhes abra as ratas velhas e empoeiradas com as mandíbulas da vida ou uma merda assim.
Tu não. És uma foliona.
Ela: Bem, estás a dizer todas estas coisas incrivelmente estranhas mas incrivelmente queridas sobre mim e (...) Só estava a pensar se eras sincero em alguma coisa que dizes.
Ele: Não digo só merda. Quero dizer, digo muita merda, mas geralmente quero dizer o que digo e digo o que quero dizer."